Inovações agrícolas, o renascimento dos burgos e do comércio, a crise do século XIV e o nascimento dos Estados Nacionais.
Estendendo-se entre os séculos X e XV, a Baixa Idade Média começou com um período de relativa paz, após a cristianização de povos como os vikings e a pacificação das fronteiras. Com menos guerras externas, a Europa experimentou um salto agrícola e demográfico.
A produção de alimentos disparou graças a três novidades tecnológicas cruciais (página 159 do livro):
A terra era dividida em três partes. Duas eram semeadas com culturas diferentes e apenas uma descansava, aumentando a área produtiva sem exaurir o solo.
A ponta de ferro permitia sulcar e revolver a terra muito mais profundamente do que o antigo arado de madeira, oxigenando o solo para o plantio.
O cavalo com peitoral substituiu o boi: por ser mais ágil e veloz, aumentou expressivamente o ritmo do arado e da semeadura nos campos.
Consequência imediata: mais comida e melhor nutrição levaram a um grande crescimento da população europeia, que praticamente dobrou entre os séculos X e XIV!
Com o aumento da produção, sobrava um excedente agrícola que passou a ser vendido. Estradas foram reabertas e surgiram grandes feiras permanentes nos cruzamentos e ao redor de mosteiros e castelos fortificados.
No século XIV, a Europa entrou em uma grave crise que abalou as estruturas feudais, provocada por três fatores simultâneos:
O solo ficou exaurido após séculos de uso intensivo. Mudanças climáticas e secas destruíram colheitas inteiras, gerando miséria e fome em massa.
A peste bubônica, causada pela bactéria transmitida por pulgas de ratos em navios mercantes, dizimou cerca de um terço de toda a população europeia.
Longo conflito entre Inglaterra e França por disputas de terras (Flandres) e pelo trono francês, no qual se destacou a heroína Joana d'Arc.
A crise do século XIV e as guerras contínuas enfraqueceram o poder militar e financeiro dos nobres senhores feudais locais. Ao mesmo tempo:
A burguesia precisava de estradas seguras, pesos e medidas unificados e uma única moeda para facilitar seus negócios. Por isso, os burgueses passaram a emprestar dinheiro e financiar os reis.
Com esses recursos, os monarcas montaram exércitos profissionais e centralizaram o poder, criando os Estados Nacionais (como Portugal, Espanha, França e Inglaterra).
O fim da Idade Média é marcado pela tomada da cidade de Constantinopla pelos turcos-otomanos em 1453, iniciando a Idade Moderna.
Abra o livro História - 6º Ano (2º Semestre) nas páginas 159 a 166. Resolva no caderno os exercícios 1, 3 e 7 da página 163 e os exercícios 1, 3 e 4 da página 166.
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